Todos os projetos têm um braço direito- Carolina Morais


"Como sabem, a Visiunarte tem uma Direção, uma Assembleia e um Conselho Fiscal, constituído por várias pessoas. Dentro dessas pessoas, está Carolina Morais, que nos acompanha quase desde o início e que tem trabalhado imenso ao longo destes anos em prole da nossa Associação. Sei que por vezes muita gente não reconhece o seu trabalho e profissionalismo por se tratar de uma pessoa tão humilde e que apesar dos seus "louros" acaba muitas vezes por se esconder no "backstage", querendo passar despercebida. É muito injusto quando as pessoas olham para a Visiunarte e por vezes só me "veem" a mim, Maggie, porque na verdade a Visiunarte não é nada sem as pessoas que nela acreditam e que todos os dias trabalham MUITO para que possa

ter sucesso, e se faltar a Carolina seriamos muito abalados. Sem dúvida que a Carol (como nós a chamamos) é uma dessas pessoas, que merece o reconhecimento de todos, por tudo que por nós tem feito, por tudo o que nos ensina e pela sua alegria e despreocupação de que vai sempre ficar tudo bem, quando às vezes achamos e acho que pode não haver solução. Tem sempre uma palavra de conforto perante as situações e se o projeto vai para a frente não é somente a mim que o devem, mas também à Carolina. Por isso muito obrigada, não eram todas as pessoas que entrariam num projeto já criado e o abraçavam deste jeito. É uma honra poder contar e trabalhar contigo e ainda te chamar de grande amiga!"

Maggie Ribeiro



Hoje decidimos entrevistar a nossa Vice-Presidente Carolina Morais, pois é uma pessoa fulcral na nossa Associação e que tem de ter reconhecido o seu mérito e dedicação por todos estes anos. Muitos podem conhecê-la por "Donna", "Ursula", "Célia", "Balbina de Cepões", Elsa... entre tantas outras personagens que já nos pôde presentear. Com este artigo, queremos dar a conhecer a Carolina um pouco melhor e a sua história na Visiunarte:


1- Como foi para ti integrar um projeto que já existia há um ano?


Para ser sincera, quando entrei para o grupo não tinha a noção há quantos anos existia o projeto. Eu sempre gostei de teatro e de cantar, mas nunca tinha tido a coragem de entrar para algum grupo onde pudesse mostrar isso. Sempre tive muita vergonha de representar e até mesmo de falar em público, lembro-me que quando apresentava trabalhos orais na escola a minha voz tremia e a minha respiração acelerava.

Sei que muitos dos que me conhecem não vão acreditar quando digo que sou uma pessoa envergonhada por eu quando estou confortável ser bastante extrovertida, mas sim no início posso ser um pouco fechada até conhecer e com o teatro não foi diferente, comecei a duvidar bastante que pudesse dar em alguma coisa, e de repente tornou-se algo que já gostava de ter tido a coragem para fazer há muito mais tempo. Hoje em dia os nervos já não são tantos, mas é claro que há sempre aquelas dúvidas e receios antes de entrar em palco e a pressão (comigo mesma) de querer fazer sempre mais e melhor.





2- Quando é que sentiste que para além de mais uma sócia/participante das peça, poderias ser algo mais, devido à tua dedicação para com o projeto?


Nunca foi um objetivo meu ser mais do que uma participante, é claro que estou super feliz de chegar à posição que cheguei e de poder ser um dos pilares de confiança e de segurança deste grupo que se tornou uma família para mim, mas nunca, nada do que fiz pelo grupo foi com essa intenção, gosto apenas de me empenhar a 100% nas coisas que gosto e que me completam e o Visiunarte é sem dúvida uma dessas coisas na minha vida.


3- Concordaste sempre com todas as decisões que a Maggie tomou? Ou achas que por vezes é difícil encontrar um consenso entre as vossas opiniões?


Penso que nunca tivemos grandes problemas no que diz respeito a tomar decisões, na verdade, não me lembro sequer de chegar a haver algum desencontro de opiniões maior, grande parte das vezes sugerimos as mesmas ideias uma à outra e é engraçado como por vezes as ideais coincidem antes mesmo de as partilharmos.


4- Quando foi o momento em que sentiste que além de um mero grupo, poderiam funcionar quase como uma empresa/ associação?


Talvez quando começamos a pensar para além do Festival de Teatro Jovem. Inicialmente preparávamos as nossas apresentações para serem vistas apenas numa data especifica no Festival de Teatro Jovem de Viseu (tudo organizado pelos mesmos, em que iriamos apenas representar). De repente começámos a analisar a situação e a ver que isso seria um desperdício do nosso tempo e trabalho em ensaios, pois andávamos pelo menos meio ano a ensaiar para fazer uma única apresentação. Começámos também a ser contactados por parte do público para

saber se iriamos ter mais apresentações e a manifestar a sua vontade em saber mais sobre nós. A partir desse momento decidimos arriscar e tentar criar parcerias, numa primeira fase com auditórios e de seguida com empresas de som e luz para conseguirmos criar um espetáculo completo. Acredito que foi a partir desse momento que passámos não só a sentir-nos como um grupo de Teatro e representação, mas como algo de muito mais responsabilidade e que exigia muito mais responsabilidade e carinho.


5- Em que é que achas que o teu contributo foi uma mais valia para o Visiunarte?


Penso que posso não ter contribuído diretamente com o crescimento do Visiunarte mas sim de uma forma mais paralela, acredito que o Visiunarte cresceu comigo e eu cresci com o Grupo.

É claro que sempre que pude contribui com ideias, e estive presente para apoiar qualquer colega que é algo também muito importante para que o nosso grupo continue sempre a evoluir pois nada se faz sozinho.


6- Qual foi para ti o momento mais difícil que o Visiunarte teve de ultrapassar?


Sem dúvidas a pandemia, que ainda estamos a ultrapassar, mas agora com mais esperança. No início foi bastante difícil, estávamos numa altura de crescimento e grande confiança no grupo e a pandemia veio de repente fazer-nos duvidar de tudo e se conseguiríamos sequer manter o grupo de pé. Felizmente mantivemo-nos unidos e a acreditar que íamos conseguir e sem dúvida que ainda não podemos estar 100% seguros porque ainda existem muitos medos mas temos a certeza que vamos nos conseguir manter firmes e que vai ser mais um obstáculo ultrapassado com sucesso.

7- Como te sentiste quando finalmente tiveste a oportunidade de ser vice presidente deste grupo?

Como já referi anteriormente esse nunca foi o meu objetivo quando entrei para o Visiunarte, é claro que me sinto lisonjeada e com grande orgulho de ocupar esta posição porque tal como disse foi um grupo que eu vi crescer e cresceu comigo e por isso é sempre um orgulho ver o que alcançámos até agora.


8- Farias algo de diferente relativamente ao teu percurso neste grupo?


Não faria nada de diferente, porque tudo que fiz trouxe-me até onde estou agora.


9- Consideras que em Viseu as pessoas reconhecem o mérito e o esforço de cada sócio deste grupo?


Penso que ainda estamos no início do caminho e que ainda falta muita gente por nos conhecer. Considero que o público tem sido bastante caloroso connosco e que todas as pessoas que tem visto as nossas apresentações tem mostrado imenso interesse em voltar e trazer mais gente.

Infelizmente tenho pena é que não existam tantos apoios como o esperado de outras partes, e que ainda sejam muito poucos os apoios à cultura.

Tem sido muito difícil para o grupo manter-se com todos os custos que implica fazer um espetáculo, custos estes que deveriam diminuir com a pandemia, mas pelo contrário só aumentam.

10- O que achas que ainda está por vir e que nunca foi feito no Visiunarte?

Acredito que ainda virão muitos novos projetos interessantes organizados pelo Visiunarte, mas assim de repente pensei que poderia ser uma ideia diferente, organizarmos uma Gala ou Sarau do Visiunarte em que pudéssemos dar destaque a cada um dos nossos elementos e mostrar o que mais gostam de fazer!

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