VISIUNARTE FAZ HISTÓRIA E CONQUISTA PRÉMIO CAIXA SOCIAL DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
Associação é a única instituição do distrito de Viseu distinguida entre 383 candidaturas nacionais e prepara projeto inovador que une teatro, dança, tecnologia, comunicação e bem-estar emocional dos jovens.
Viseu.
A Associação Juvenil Visiunarte Ateliês de Teatro e Dança acaba de alcançar um dos momentos mais marcantes da sua história ao ser distinguida na 8.ª edição dos Prémios Caixa Social, promovidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Entre 383 candidaturas apresentadas a nível nacional, apenas 44 projetos foram selecionados, sendo a Visiunarte uma das instituições vencedoras. Na região Centro, apenas três projetos foram distinguidos, destacando-se a associação como a única entidade premiada do distrito de Viseu.
Esta conquista representa um marco histórico para a instituição, que recebe, pela primeira vez, um prémio desta natureza, reconhecendo um percurso construído com dedicação, persistência, inovação e um forte compromisso com a comunidade.
Os Prémios Caixa Social distinguem projetos de instituições que procuram responder a desafios sociais nas áreas da Inclusão Social e Solidariedade, Prevenção e Cuidados de Saúde e Formação e Capacitação.
A avaliação das candidaturas esteve a cargo de um júri independente, constituído por personalidades de reconhecido mérito e experiência em diferentes áreas da sociedade portuguesa, nomeadamente:
Prof. Dr. Filipe Almeida, Presidente da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social;
Prof. Dr. Filipe Santos, Diretor da Universidade Católica;
Prof. Gonçalo M. Tavares, escritor e professor na Universidade de Lisboa;
Dr.ª Isabel Mota, antiga Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian;
Eng.ª Maria Marín, Administradora Não Executiva da Caixa Geral de Depósitos.
O júri foi presidido pelo Dr. António Farinha Morais, Presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.
A Visiunarte esteve representada na cerimónia de entrega dos prémios pelos membros da Direção Miguel Costa, Maggie Ribeiro e Ismael Sousa, que receberam esta distinção em nome da instituição.
Para a Direção da Visiunarte, esta conquista representa um momento de enorme orgulho e responsabilidade:

«Este prémio representa muito mais do que uma distinção. É o reconhecimento de anos de trabalho, dedicação e persistência, mas também a confirmação de que a cultura pode ser um verdadeiro instrumento de transformação social. Na Visiunarte acreditamos que o teatro, a tecnologia e a criatividade podem abrir novas oportunidades para os jovens. O Palco Interior nasce precisamente dessa vontade de fazer diferente, de responder a necessidades que identificamos diariamente e de demonstrar que é possível desenvolver projetos inovadores com impacto na comunidade.»
PALCO INTERIOR – VOZ, EMOÇÃO E FUTURO: UM PROJETO QUE VAI MUITO ALÉM DO TEATRO
O projeto distinguido, denominado «Palco Interior – Vozes, Emoções e Futuro», consiste numa iniciativa de teatro imersivo, som terapêutico e criatividade para a prevenção da ansiedade, que pretende desenvolver uma abordagem inovadora ao bem-estar emocional de crianças e adolescentes, conjugando expressão artística, tecnologia, comunicação e desenvolvimento socioemocional.
Destinado a crianças e adolescentes entre os 8 e os 17 anos, com especial atenção àqueles que se encontram em contextos de maior vulnerabilidade, o projeto pretende chegar diretamente a 60 participantes ao longo de um ano.
A iniciativa parte de uma realidade com a qual a Visiunarte se tem confrontado ao longo dos anos: as dificuldades emocionais vividas por muitos jovens, nomeadamente a ansiedade, o stress, a insegurança, a baixa autoestima, o receio da exposição pública e a dificuldade em encontrar um verdadeiro sentimento de pertença.
É precisamente a partir desta experiência de proximidade com crianças, adolescentes e famílias que nasce a vontade de criar uma resposta diferente, capaz de trabalhar estas questões de forma preventiva, educativa e criativa.
O Palco Interior propõe experiências imersivas que combinam ambientes sonoros, iluminação e projeções visuais, exercícios de respiração, expressão corporal, teatro, dança e criação artística. Através destas atividades, os participantes serão convidados a explorar emoções, desenvolver competências sociais, fortalecer a autoconfiança e descobrir novas formas de expressão.
Na componente sonora, o projeto contará com a colaboração do produtor viseense Paulo Lima, através do álbum Terapias e Práticas Meditativas através do Som, cujas composições instrumentais serão utilizadas em experiências de relaxamento, concentração e preparação criativa.
O objetivo não é substituir qualquer acompanhamento clínico ou psicológico, mas proporcionar ferramentas complementares de prevenção, autorregulação emocional e desenvolvimento pessoal, num ambiente seguro, inclusivo e artisticamente estimulante.
UMA APLICAÇÃO MÓVEL QUE PRETENDE LEVAR O PROJETO MAIS LONGE
Uma das vertentes diferenciadoras desta iniciativa será o desenvolvimento de uma aplicação móvel de apoio ao bem-estar emocional, concebida para complementar as atividades presenciais e prolongar a experiência do projeto para além das oficinas.
A aplicação será desenvolvida com contributos das áreas tecnológica, educativa e psicológica, procurando disponibilizar recursos e ferramentas adaptados aos jovens, relacionados com a gestão de emoções, a ansiedade, o stress, a autoestima e o sentimento de pertença.
O desenvolvimento tecnológico ficará maioritariamente a cargo de Carolina Morais, licenciada em Artes Plásticas e Multimédia pela Escola Superior de Educação de Viseu, que alia competências em programação à experiência profissional na área educativa. Esta combinação de conhecimentos permitirá aproximar as soluções tecnológicas das necessidades reais das crianças e dos adolescentes, contribuindo para a criação de uma ferramenta acessível, intuitiva e adaptada ao público-alvo.
Mais do que uma aplicação destinada exclusivamente aos participantes, esta componente tecnológica pretende contribuir para a construção de uma metodologia inovadora e replicável, que futuramente possa ser utilizada por escolas, associações e outras entidades educativas e sociais.
A ambição da Visiunarte é que o Palco Interior não termine com os participantes inicialmente envolvidos, mas possa transformar-se numa metodologia acessível a outras instituições, permitindo que o conhecimento desenvolvido em Viseu chegue a mais crianças e jovens.
Esta aposta reflete a identidade da associação e a sua vontade de aproximar a cultura e a tecnologia na procura de respostas a desafios sociais.
Com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, a Visiunarte pretende desenvolver uma solução verdadeiramente "fora da caixa", colocando a criatividade, a inovação e o conhecimento ao serviço dos jovens.
COMUNICAÇÃO, PODCAST E DANÇA REFORÇAM A DIMENSÃO INOVADORA
O Palco Interior integrará também uma componente dedicada à comunicação, reconhecendo a importância desta competência no desenvolvimento da confiança, da expressão individual e da relação com os outros.
Estão previstas ações formativas em comunicação, a criação de um podcast e uma palestra dedicada à comunicação e à gestão das emoções em situações de exposição pública.
Esta vertente contará com a participação de Raquel Moreno de Almeida, repórter da TVI, que colocará a sua experiência profissional na área da comunicação ao serviço dos jovens, contribuindo para o desenvolvimento de competências como a expressão oral, a organização do pensamento, a capacidade de comunicar perante uma audiência e a superação de receios associados ao julgamento e à exposição pública.
A criação do podcast permitirá aos participantes explorar novas formas de expressão, desenvolver capacidades comunicacionais e contactar com ferramentas de produção de conteúdos, num espaço de criatividade, aprendizagem e partilha.
A dança assumirá igualmente um papel de destaque, contando com a participação de Romana Gomes, profissional da área da dança, que trabalhará o movimento, a consciência corporal e a expressão não verbal enquanto ferramentas de desenvolvimento emocional, autoconfiança e criatividade.
Estas atividades procurarão demonstrar que comunicar não significa apenas falar, mas também saber escutar, compreender, expressar emoções e relacionar-se com os outros.
Todas estas componentes serão articuladas com o teatro, que continuará a constituir o elemento agregador da intervenção artística e educativa.
UMA EQUIPA MULTIDISCIPLINAR AO SERVIÇO DA INOVAÇÃO SOCIAL
Uma das principais forças da Visiunarte reside na diversidade de competências dos profissionais que integram a associação e colaboram nas suas iniciativas.
A coordenação e gestão do projeto estarão a cargo de Maggie Ribeiro, Miguel Costa e Ismael Sousa, três profissionais com percursos distintos, mas complementares, que conjugam experiência artística, cultural, tecnológica, organizacional e de gestão.
Maggie Ribeiro, presidente da Visiunarte e encenadora de diversas produções teatrais, é licenciada em Artes Plásticas e Multimédia, pós-graduada em Criação Teatral Aplicada e mestre em Comunicação. Paralelamente à sua atividade artística e cultural, desenvolve atividade profissional na área da programação de sistemas, reunindo competências que cruzam a criação artística, a comunicação e a tecnologia.
Miguel Costa, vice-presidente da Visiunarte, é licenciado em Gestão pelo Instituto Politécnico de Viseu e conta com mais de oito anos de experiência na área dos Recursos Humanos. Atualmente, desempenha funções de Shared Services Coordinator na Paul Stricker, S.A., onde assume responsabilidades de coordenação e gestão. Destaca-se também pela aplicação de inteligência artificial à automatização de processos, enquanto AI Champion. Na associação, é igualmente professor de teatro de jovens entre os 11 e os 14 anos, conciliando competências de gestão e inovação tecnológica com a intervenção artística e educativa.
Ismael Sousa, performer, criativo, professor de teatro e organizador de eventos culturais, contribui com a sua experiência nas artes performativas, na criação artística e na produção de iniciativas culturais, reforçando a dimensão criativa e pedagógica do projeto.
A iniciativa contará também com profissionais das áreas da psicologia, música e intervenção educativa.
Esta diversidade de percursos constitui um dos elementos diferenciadores da Visiunarte. Mais do que reunir profissionais de diferentes áreas, a associação procura criar pontes entre conhecimentos e experiências, demonstrando que a cultura, a tecnologia, a comunicação e a gestão podem convergir na criação de respostas com impacto social.
O Palco Interior nasce precisamente desta visão: colocar diferentes competências profissionais ao serviço de um objetivo comum — contribuir para o bem-estar, a inclusão e o desenvolvimento das novas gerações, transformando a criatividade e o conhecimento em oportunidades concretas para os jovens.
UM PERCURSO DE CRESCIMENTO, RESILIÊNCIA E RECONHECIMENTO
A conquista do Prémio Caixa Social representa mais um capítulo num percurso de crescimento que a Visiunarte tem vindo a construir ao longo dos anos, marcado pela capacidade de adaptação, pela criatividade e pela procura constante de novos desafios.
Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, a associação foi distinguida como Associação Cultural do Ano pela revista Anim'arte-GICAV.
Num período em que se viu privada da realização das suas atividades presenciais habituais, a Visiunarte encontrou na escrita uma nova forma de manter os jovens envolvidos e criativamente ativos, desenvolvendo um projeto coletivo de criação literária.
Esse trabalho viria a dar origem, em 2023, à publicação do livro Os sonhos que voltámos a viver, através da editora Oficina da Escrita.
Nesse mesmo ano, a associação alcançou também projeção televisiva nacional com a apresentação da peça O Rei do Espetáculo no programa Dois às Dez, da TVI, levando o trabalho artístico dos seus jovens a um público mais alargado.
Em 2025, dando continuidade à exploração de novas linguagens artísticas, a Visiunarte realizou, em colaboração com a produtora Toca do Lobo, uma curta-metragem inspirada no livro anteriormente publicado, estabelecendo uma ligação entre literatura, teatro e cinema.
Já em 2026, a associação conquistou a Bandeira de Mérito Social 2026 e respetiva certificação, distinção atribuída pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES).
Este galardão reconhece organizações empenhadas na promoção do bem-estar e do desenvolvimento social, bem como na implementação de práticas destinadas a reduzir situações de vulnerabilidade junto das comunidades.
Na edição de 2026, foram apresentadas 732 candidaturas, tendo sido selecionadas 150 entidades para receber esta distinção.
Agora, com a conquista do Prémio Caixa Social da Caixa Geral de Depósitos, a Visiunarte reforça o reconhecimento do trabalho que tem vindo a desenvolver e afirma-se como uma instituição capaz de transformar ideias criativas em projetos de impacto social.
UMA CONQUISTA QUE PERTENCE A TODOS
Para a Visiunarte, este prémio representa muito mais do que uma distinção institucional. É o reconhecimento de um percurso coletivo, construído com esforço, dedicação, espírito de missão e uma vontade permanente de fazer mais e melhor.
A associação faz questão de partilhar esta conquista com todos aqueles que, desde o primeiro dia, acreditaram no seu trabalho: os membros da Direção e da Assembleia Geral, os profissionais, os jovens, as famílias, os parceiros e todas as pessoas e entidades que contribuíram para o seu crescimento.
A Visiunarte deixa ainda uma palavra de especial reconhecimento à Freguesia de Viseu, pelo apoio e pela proximidade demonstrados ao longo deste ano. Este acompanhamento representa um importante reforço da relação institucional e um incentivo à continuidade do trabalho que a associação desenvolve em benefício da comunidade.
Um agradecimento especial é também dirigido a Bernardo Ferreira, cujo acompanhamento, dedicação e orientação na preparação da candidatura foram fundamentais para a concretização deste resultado.
A instituição expressa igualmente o seu profundo agradecimento à Caixa Geral de Depósitos, pela promoção dos Prémios Caixa Social e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas organizações que diariamente procuram construir uma sociedade mais inclusiva e solidária.
A distinção é recebida com enorme orgulho e gratidão, mas também com um renovado sentido de responsabilidade.
Depois de vários anos a demonstrar que a arte pode ser um instrumento de transformação, a Visiunarte prepara-se agora para dar um novo passo, juntando ao seu percurso artístico as potencialidades da tecnologia, da comunicação e da inovação social.
De Viseu para o país, a associação continua a demonstrar que não é a dimensão de uma instituição que determina a dimensão do seu impacto, mas a capacidade de sonhar, criar, inovar e transformar esses sonhos em oportunidades reais para os outros.
O Prémio Caixa Social assinala uma conquista histórica, mas representa, acima de tudo, o início de uma nova etapa.
Porque, para a Visiunarte, o palco nunca foi apenas um lugar onde se representa. É também um espaço onde se cresce, se ganha confiança, se encontram oportunidades e se constroem futuros.


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