🎃 As Peças "Embruxadas" do Visiunarte 👻
- Visiunarte Ateliês

- 31 de out. de 2025
- 6 min de leitura
(Ou quando o teatro decidiu fazer magia... à sua maneira!)
Dizem que o Dia das Bruxas é a noite dos feitiços, das poções e dos sustos...Mas quem já passou por uma peça do Visiunarte sabe que o verdadeiro embruxamento acontece em palco!
Entre luzes, figurinos e gargalhadas, há momentos que hoje nos fazem rir às gargalhadas — mas, na altura, só queríamos era chorar, fugir ou lançar um feitiço de “desaparecer agora”!
Neste Halloween, decidimos abrir o nosso grimório teatral e relembrar alguns dos momentos mais embruxados e caricatos que já aconteceram nas nossas produções. Preparem-se: há magia, caos, improviso e muita paixão em cada uma destas histórias verdadeiras!
💻Quando o computador decidiu cantar sozinho
Era o “Mamma Mia”, no Auditório Mirita Casimiro. O som crashou, o computador morreu, e ficámos em silêncio total. Quer dizer… silêncio não! O elenco, cheio de coragem (e pouca certeza numa parte da letra), continuou a cantar. Foi a versão acapella embruxada. A Donna saltou em braços e puff...toca a puxar pela voz! O público adorou. Nós? Tivemos um pequeno enfarte nos bastidores.
🎭O cenário que partiu o coração (e o cenário também)
Trabalhámos semanas num cenário incrível, digno de Broadway (quase). Foi utilizado várias vezes nos ensaios. No dia da peça… partiu-se. Um ator ficou escondido atrás, literalmente a segurar o cenário até o conseguirmos tirar numa parte estratégica. Não estava no guião, mas foi um papel de apoio fundamental.
💡O quadro elétrico das trevas
“Canção de Viseu” e “Frozen” partilham uma maldição: o quadro elétrico. As luzes, cheias de glamour, decidiram mandar o quadro elétrico abaixo e deixar-nos às escuras. O público achou que era “efeito especial”. Nós sabíamos que era embruxamento técnico.
📚 A visita da autora e o cordão traidor
Foi um momento especial: tínhamos feito uma peça baseada num livro e, nesse dia, íamos mostrar um ensaio especial à própria autora. Tudo preparado, emoção no ar, cortina prestes a abrir…Até que, na entrada triunfal, um dos atores enfiou sem querer a cabeça no cordão da cortina! O cordão puxou-o para trás com força e ele caiu desamparado no chão — uma entrada tão dramática que nem o guião previa. A autora ficou entre o susto e a gargalhada… e nós também!
Foi o momento em que percebemos que, no teatro, até as cortinas entram em cena quando querem.
🎟️Os lugares trocados em “CATS”
Foi o verdadeiro embruxamento da bilheteira! Na peça “CATS”, os números dos bilhetes do público trocaram-se e de repente ninguém sabia bem onde se sentar. Confusão? Um bocadinho. Caos? Também. Mas com a ajuda da nossa equipa e um toque de paciência mágica, tudo se resolveu. No fim, todos ficaram sentados — nem que fosse por feitiço!
🪑A cadeira protagonista
Uma cadeira ficou esquecida no meio do palco durante uma peça. Ficou ali, imóvel, estoica, firme, como se fosse personagem principal. Roubo de cena? Confirmado.
🏗️Quando o cenário decide não colaborar (a maldição do berço do Hércules)
Há dias em que o cenário conspira contra nós — e este foi um deles! Tudo preparado, luzes acesas, o público pronto... e o cenário encrava. Simplesmente não andava nem para a frente nem para trás. O ponto alto do feitiço? O berço do Hércules, que ficou preso em pleno palco, sem se mover nem um milímetro. Moral da história: no teatro, até os berços dos semideuses têm vontade própria.
💫Desmaios dramáticos
Duas atrizes desmaiaram — uma no “Moulin Rouge”, outra na “Alice no País das Maravilhas”. Mas ambas renasceram como fénix de palco. Porque no teatro, até os desmaios são dramáticos, mas com estilo.
💇♀️A peruca voadora
Um vento traidor e... puf!A peruca ganhou vida própria e abandonou o palco. Nunca mais a vimos. Talvez esteja em tour sozinha. Factos são que lhe pusemos um "X" e nunca mais foi usada!
👗O sutiã rebelde
Quando o figurino decide não colaborar, improvisa-se. Uma atriz entrou em cena com um sutiã pendurado na cintura e outro posto — e transformou-o em cinto de moda teatral! Improviso: 10/10.
🧵Calças, saias e milagres de costura
Umas calças rasgadas no dia anterior ao espetáculo, uma saia costurada à pressa e que ainda hoje sobrevive — verdadeiros milagres de bastidores! Se existisse um Óscar de “Costura Sob Pressão”, era nosso.
⚡Tridente assassino e colunas voadoras
Na “Pequena Sereia”, o Rei Tritão ergueu o tridente com majestade… e atingiu um fio que unia duas colunas do cenário. O mar tremeu, o público vibrou, e nós aprendemos que o tridente é uma arma de palco perigosa.
🩹Um ator e meio dedo
Um corte grave num espelho minutos antes da nossa Gala. Papel, fita e muita coragem: colou-se o dedo e seguiu-se o espetáculo. Literalmente, deu o corpo (e o dedo) ao teatro.
🎤Micros com vontade própria
Os microfones foram testados, afinados e prontos. Mas quando as luzes se acenderam… decidiram desprogramar-se todos. Bruxaria digital, sem dúvida. E deste tipo contamos vários feitiços e amarrações!
🔥O alarme do apocalipse
A máquina de fumo quis dar ambiente…Mas o alarme de incêndio também quis participar. O público pensou que era parte da peça. Nós pensámos em chorar!
🚬 O cachimbo voador
Sim, leste bem. Há adereços que ganham vida própria — e voam! Durante uma das nossas peças, um ator, cheio de entusiasmo, atirou o cachimbo da personagem com tanta convicção que o adereço fez um voo rasante e… foi aterrar diretamente no público! Felizmente ninguém se magoou — só muitas gargalhadas e um novo membro honorário do elenco: o espetador que apanhou o cachimbo!
🍽️Comida congelada em cena
Cena com jantar em palco. Tudo perfeito — até alguém se esquecer de descongelar a comida antes de começar a peça. Resultado: rancho colado. Cozinha experimental nível teatro avant-garde. E outra, alguém que colocou a massa a cozer no dia anterior e se esqueceu de a levar! Problemas com comida- temos!
🐟 O peixe assassino
Um peixe voou para uma cara em pleno espetáculo e desfêz-se em mil pedaços. Outro ficou esquecido dentro de um móvel, e durante meses… o cheiro foi o verdadeiro “espírito da peça”.
👗Cuecas à vista e saiotes rebeldes
Entre saiotes que não saem e se entra assim com um vestido curto há também figurinos traidores que querem aparecer onde não são chamados, ai, a roupa interior... o teatro também é transparência (às vezes demais). Ah! E já nos aconteceu uma atriz ter tanto frio que entra em cena, esquecendo tirar o casaco que tinha nos bastidores.
🎥Vídeos desaparecidos na nuvem
Cenários digitais preparados com carinho. No dia da peça… poof! Desapareceram para a nuvem e não, não era a peça do Hércules... A nuvem levou-os, nós seguimos com fé e um pen drive extra.
🎺Trombetas tímidas
Quando chega o momento épico e a trombeta não toca…Aprende-se a fazer playback de instrumento. Arte é saber fingir!
🧵Cabelos, fechos e laços embruxados
Fechos que não fecham, calças cosidas à velocidade da luz, perucas presas em pulseiras e personagens agarradas umas às outras pelo cabelo…Tudo parte da coreografia mágica do improviso.
💉Lombalgias e feitiços médicos
Já tivemos um ator com uma lombalgia no dia da peça, resolvida com uma injeção no rabo para poder subir a palco. Apoio médico imediato — e teatralidade inquebrável!
🚢 O barco que quis voar
Um barco em cena, uma curva mal calculada e… sai direto por cima do computador de som. Chamemos-lhe: “navegação criativa”.
🎬 As peças embruxadas pela pandemia
E há feitiços que nem a nossa magia conseguiu vencer. O “Grease” foi iniciado com entusiasmo, mas nunca chegou a ver o palco. E o “Aladdin”? Só conseguimos fazer duas apresentações antes da COVID-19 fechar o tapete mágico. Mas ficaram na memória como sonhos que, um dia, voltaremos a voar.
No fim, a magia vence sempre
Hoje, rimo-nos de tudo isto com carinho. Cada blackout, cada peruca voadora, cada peixe esquecido e cada improviso de última hora fazem parte da nossa história — a história de um grupo que ama o teatro até ao feitiço final.
Porque o teatro é isso: embruxamento puro. Acontece o improvável, mas a magia nunca falha.
Feliz Dia das Bruxas, dos feitiços de palco e dos embruxamentos artísticos!





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