A Minha Viagem Pelo País das Maravilhas: A Estreia da Ângela no Visiunarte
- Visiunarte Ateliês

- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Para mim, participar na peça Alice no País das Maravilhas foi como entrar, literalmente, num mundo mágico. Tudo começou com a curiosidade e a expectativa de ver o guião pela primeira vez — aquela sensação de descobrir uma história onde, de repente, eu também fazia parte. E depois veio o grande momento: subir ao palco e perceber que havia tanta gente a olhar para mim, para além da minha família. Senti um friozinho na barriga… mas daqueles bons, que nos fazem sentir vivos.
A minha personagem era um dos guardas da Rainha de Copas — o guarda desastrado. E foi exatamente essa desastradice que me marcou. Tive de inventar maneiras de cair, tropeçar e atrapalhar-me… mas sempre de forma original, sem repetir. Foi um desafio divertido e inesperado, que me fez puxar pela criatividade. O maior desafio, aliás, foi mesmo ter de cair em cena sem me magoar. Descobri que, no teatro, até uma queda tem técnica!
Há momentos que ficam gravados para sempre. Um deles foi a primeira vez que fiz o "grito" de coragem do Visiunarte — aquela energia coletiva que arrepia e nos lembra que fazemos parte de algo maior do que nós. Nunca me vou esquecer.
Quando a peça terminou, senti um orgulho enorme. Tinha conseguido. Tinha vivido tudo aquilo que o teatro permite: emoção, nervos, riso, sustos, conquistas. E, acima de tudo, senti vontade de continuar. Queria mais — mais palco, mais histórias, mais personagens.
Depois da produção da Alice, percebi o quanto cresci. Não só como artista, mas também como pessoa. Ganhei confiança, aprendi a comunicar melhor, tornei-me mais criativa e mais expressiva. E aprendi algo valioso: quando preciso de ajuda, a minha turma está lá. O Visiunarte é isso — um sítio onde ninguém está sozinho.
Levo comigo tudo o que aprendi: ideias, técnicas, formas de representar personagens parecidas… mas também o conforto de saber que tenho uma equipa que me apoia. E isso acompanha-me nos próximos projetos.
Já sei qual será a nossa próxima peça e mal posso esperar. Quero interpretar a minha nova personagem da melhor forma possível, acertar nas coreografias, e sentir de novo aquela emoção gigante de subir ao palco — não será estreia, mas será sempre especial.
No futuro, gostava muito de explorar musicais da Disney, como "High School Musical" ou "Zombies", e experimentar diferentes tipos de papéis. Mas confesso: ser vilã é um dos meus desejos secretos (ou não tão secretos assim!).
A todas as pessoas que me apoiaram nesta jornada, só tenho a dizer: obrigada.
Obrigada por acreditarem em mim, por estarem presentes e por fazerem parte da minha história. Espero que gostem do que vem aí — porque eu estou pronta para continuar esta viagem maravilhosa.
Autora: Ângela Tricamo





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