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Um palco que se tornou casa

por Diana Pinto

Entrar na Visiunarte foi, para mim, um verdadeiro desafio. Cheguei sem conhecer ninguém e sendo uma das mais novas do grupo, tudo parecia intenso e, por vezes, até assustador. No entanto, foi precisamente nesse início atribulado que começou uma das maiores transformações da minha vida. A Visiunarte mudou a forma como encaro o dia a dia, a maneira como vejo o mundo e ajudou-me a crescer não só a nível artístico, mas também pessoal e interpessoal.

Hoje, a Visiunarte representa muito mais do que um projeto artístico. É uma família. Um espaço seguro onde podemos arriscar, experimentar, errar e evoluir sem medo de julgamentos ou comentários. É um lugar onde somos aceites como somos e incentivados a ser a nossa melhor versão.

Ao longo do meu percurso, vivi momentos verdadeiramente marcantes. A minha primeira participação “a sério” foi no Cubo Mágico, com a peça Aladdin, ainda em plena pandemia — uma experiência intensa e inesquecível. Mais tarde, o Greatest Showman, teve um impacto muito especial em mim, pois permitiu-me reencontrar o balé, o primeiro estilo de dança que aprendi e que marcou o início da minha ligação à arte.

Desde que entrei no projeto, sinto uma enorme evolução pessoal e artística. Tornei-me mais solta, mais livre para experimentar coisas novas e para arriscar. Cresci na forma como me expresso e comunico, perdi a timidez inicial e aprendi a confiar mais em mim — tanto em palco como fora dele.

A quem está agora a começar na Visiunarte, o meu conselho é simples: vem de coração aberto. Não tenhas medo de errar e aproveita cada experiência. Aqui aprendemos todos juntos. Somos uma família forte e unida, onde ninguém é julgado.

Ver novas pessoas a entrar no projeto é sempre especial. Traz novas energias, novas ideias e enriquece o grupo, sem nunca mudar a sua essência. Ver crianças de 11 anos a chegar, tímidas e envergonhadas, faz-me reviver a minha própria história. E ver pessoas tão jovens apaixonadas pelo teatro musical enche-me de esperança num mundo que atravessa tempos difíceis.

Com o passar do tempo, fui assumindo mais responsabilidades dentro do grupo: ajudar os mais novos, apoiar na organização e participar de forma mais ativa nas decisões coletivas. O maior desafio foi aprender a equilibrar as minhas ideias com as dos outros, sem nunca perder o espírito de união que nos define.

Entre tantas apresentações, houve uma que me marcou profundamente: o Greatest Showman ou O Rei do Espetáculo. Foi memorável perceber que aquilo que vivíamos em palco era muito mais do que teatro — era uma conexão real entre nós e com o público. As músicas, tão bem adaptadas à peça e às nossas próprias vidas, tornaram tudo ainda mais especial. Além disso, esta produção ajudou-me a ultrapassar um dos momentos mais difíceis da minha vida, razão pela qual guardo por ela um amor imenso.

Acredito que o que torna a Visiunarte diferente de outros projetos é a forma única como une arte e comunidade. Aqui não se trata apenas de ensaiar e apresentar espetáculos, mas de crescer como pessoa, partilhar vivências e criar laços verdadeiros. Todos têm espaço para serem ouvidos, experimentar e aprender. Mais do que um grupo artístico, a Visiunarte é uma família.

Se tivesse de resumir a minha trajetória numa frase, seria esta: um palco que se tornou casa.


Diana na peça "O Rei do Espetáculo" ("The Grestest Showman")
Diana na peça "O Rei do Espetáculo" ("The Grestest Showman")

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Da Companhia Teatral que representou vários musicais, tais como: "Mamma Mia", "A Pequena Sereia" , "Aladdin" , "O Rei do Espetáculo"

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